Casal homossexual brutalmente agredido dentro de um centro comercial


Um casal homossexual do Porto foi brutalmente agredido dentro do centro comercial Alma Shopping, em Coimbra, no sábado à noite. Segurança do centro comercial nada faz para impedir os atos violentos em pleno horário de funcionamento.

Duarte, de 24 anos, viaja todos os fins de semana do Porto para Coimbra, onde o seu namorado, também portuense, estuda e reside. No sábado, por volta das 19 horas, dentro do centro comercial Alma Shopping foram brutalmente agredidos e insultados por uma família de etnia cigana.

“Estava no Alma Shopping, porque o meu namorado trabalha no Jumbo, e dei-lhe um beijo de despedida como qualquer outro dia em que ele vai trabalhar e eu vou levá-lo. E uma família de ciganos – pai , mãe e dois filhos com cerca de 18 anos – começou logo com os insultos”, contou Duarte ao JN

O jovem relata que foi insultado por coisas que não fazem sentido.

“Chamaram-me pedófilo – o que não faz qualquer sentido – disseram que nos iam matar e nós tentamos não mostrar cobardia. Eu sou como sou e não tenho de ter medo”, acrescentou o jovem

O ataque a Duarte e ao namorada começaram logo depois dos insultos.

“A mulher começou a cuspir na cara do meu namorado” e partiu para a violência física. Na mesma altura, pai e filho atacam Duarte. “Atingem-me com um alicate na cabeça, eu começo a sangrar, vou para o chão, e eles a dar pontapés ao meu namorado, também já no chão”, descreveu.

O jovem relatou que ninguém dentro do centro comercial foi capaz de fazer algo para parar a violência dos atos.

“Havia pessoas a ver mas ninguém fez nada devido à violência”, reconhece Duarte.

Os seguranças do centro comercial Alma Shopping terão aparecido depois dos atos brutalmente cometidos.

“Quando eu me levanto e estou a escorrer sangue eles fogem e aí é que os seguranças do shopping apareceram”, lamentou.

O casal foi assistido pelo INEM e apresentou queixa à PSP.

“Uma pessoa anotou a matrícula da carrinha da família e filmou a fuga”, adiantou Duarte, que levou “oito pontos na cabeça por causa da perfuração do alicate”. O namorado ficou “com a marca da sola da sapatilha [de um dos agressores] na testa”.

Duarte ficou incrédulo porque nunca sofreu homofobia no Porto ou em Coimbra.

“Foi a primeira vez que isto aconteceu, nunca senti homofobia, nem em Coimbra nem no Porto”., relata Duarte

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